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Deformidade do crânio em criança (plagiocefalia posicional): guia prático

Um dos diagnósticos mais comuns em pediatria é a deformidade do crânio. O termo ‘plagiocefalia’ vem do grego plagio (inclinado, torcido, obliquo) e Kephale (cabeça), descrevendo simplesmente uma assimetria do crânio. Embora nehuma cabeça humana seja completamente simétrica, mesmo pequenas deformidades em bebês e crianças pequenas pode provocar preocupação entre os pais e médicos. A preocupação dos pais se foca na aparência da criança com o crânio malformado e na possibilidade para o retardo no desenvolvimento como resultado da compressão do cérebro subjacente.

 

O número de crianças com deformidade do crçanio tem aumentado desde o início da década de 1990 quando a Academia Americana de Pediatria (AAP) propos que os bebês fossem posicionados de costas quando deitados para reduzir a incidência da Síndrome da Morte Súbita na Infância (SMSI).

 

Aqui será apresentado um pequeno guia de avaliação de bebês e crianças pequenas com um crânio estranho que foca em como distinguir uma plagiocefalia posicional de uma cranioestenose.

 

Causas De Deformidade No Crânio

 

O achatamento da cabeça em bebês e crianças menores podem ocorrer à partir de condições como as cranioestenoses ou por forças mecânicas que impõe uma pressão contra um crânio com ossos maleáveis. O crânio normal de um recém-nascido consiste de vários ossos membranosos que são reunidos por suturas. As fontanelas ou moleiras (interseções de 2 ou mais suturas) provém espaço entre os ossos em desenvolvimento, permitindo mudanças do crânio durante o parto e acompanhando o rápido crescimento do cérebro durante a infânica. A ossificação completa das fontanelas ocorre normalmente ao redor dos 20 a 24 meses de idade. A fontanela é a maior na linha média do crânio. É a área em foma de diamante sobre a parte superior da testa na confluência das suturas metópicas e coronal. Uma fontanela posterior situada na linha média encontra-se na confluência das suturas lambdoides. Fontanelas anterolaterais situam-se de cada lado do crânio diretamente abaixo da fontanela anterior,e posteriores correspondentes situam-se de cada lado entre os ossos escamosa, parietal e occipital.

 

As suturas normalmente se fundem em épocas diferentes na infância e adolescência. A fusão prematura de 1 ou mais suturas produz deformidades características do crânio que podem ser confundidas com plagiocefalia deformacional ou posicional, na qual a sutura permanece patente mas os ossos estão deformados.

 

Plagiocefalia Deformacional: deformidade do crânio como resultado de forças compressivas on útero pode ser causada por multiplos nascimentos ou oligohidramnio. Plagiocefalias deformacionais extra uterinas são similares como resultado de forças gravitacionais constantes no crânio maleável de recém nascidos, como quando essas crainças são mantidas na mesma posição supina por períodos prolongados ou pelo colapso do calvarium over expandido em pacientes submetidos à Derivação Ventriculoperitoneal para hidrocefalia.

 

 

 

A incidência de plagiocefalias posicionais varia de 5 a 48%. Seu reconhecimento e diagnóstico têm se tornado mais comuns desde a orientação da AAP para a posição de dormir na posição ventral dos bebês. Embora o sucesso em reduzir a incidência da SMSI, a posição supina aumentou o tempo que os bebês são mantidos na posição supina por períodos prolongados sbre suas costas. A combinação de posição de dormir persistente e a inabilidade do recém-nascido em controlar e levantar a cabeça contribuem na pressão constante em uma área do crânio. A deformidade resultante é frequentemente o achatamento do osso occipital unilateral, com um deslocamento anterior ipsilateral das estruturas craniofaciais.

 

Cranioestenoses: anormalidades intrínsecas no esqueleto do crânio podem ocorrer como parte de uma síndrome ou como um defeito isolado (não sindrômico), de causa desconhecida. A prevalência de cranioestenoses podem girar entre 1 para 1800 até 2200 nascimentos ou superior. Podem ser por fechamento prematuro da sutura sagital (escafocefalia), coronal unilateral (plagiocefalia anterior), metópica (trigonocefalia) ou da lambdoide (plagiocefalia posterior).

 

Avaliação

 

Uma história completa e um exame físico são críticos no diagnóstico da plagiocefalia posicional e diferenciação das cranioestenoses.

 

História familiar: por causa da maioria das síndromes craniofaciais serem transmitidas numa forma autossômica dominante, é importante pesquisar sobre qualquer parente com síndromes craniofaciais ou anomalias cranianas isoladas.

 

História médica: o médico deve identificar fatores prenatais que podem contribuir para a deformidade craniana. Crianças nascidas de parto normal têm mais deformidades que aquelas nascidas por cesariana por causa do menor espaço no canal do parto. Assimetrias do crânio causadas pelo parto diminuem ao longo do tempo. Os pais devem ser questionados sobre a quantidade de tempo que a criança fica na posição supina ou pronada por dia e o total de tempo em cadeiras de bebê para automóvel, de segurança ou balanços e outros dispositivos que permitam a pressão prolongada sobre uma área do crânio.

 

Exame físico: realizar um exame completo da cabeça aos pés, focando no exame da face e crânio e examinando a criança por uma visão anterior, anterior e pelo vertex. O exame do pescoço também é importante na busca de massas, maleabilidade, extensão de movimento cervicais e da cabeça. Contratura do músculo esternocleidomastoídeo é causada ple posição persistente intrauterina ou posnatal.

 

 

 

Exames radiológicos são úteis nos casos onde há dúvida sobre a causa da deformidade. Raios-x de crânio são na maioria das vezes suficientes. Nos casos onde a possibilidade cirúrgica existe a Tomografia de Crânio Helicoidal com reconstrução em 3D que nos dá uma visão mais detalhada e excelente da deformidade no proprio entendimento familiar. No entanto, como é um método de exame que submete o paciente à alta dose de radiação, sua realização deve ser muito bem avaliada em crianças e só quando estritamente necessário.

 

No entanto, a consulta com um neurocirurgião infantil habituado com essas deformidades ou um cirurgião craniofacial é indispensável para o acompanhamento correto e as orientações à família com relação ao tratamento mais adequado, seja ele cirúrgico, com a utilização de órteses ou simplesmente de orientação.

 

 

Artigo para o público geral e médico baseado nas orientações do Dr. Peter J. Taub e Paul Pierce do Mount Sinai Medical Center em Nova Iorque, especializados em cirurgia craniofacial e reconstrutiva. 

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