Dor de cabeça em crianças (cefaléia em pediatria)

Dores de cabeça são sintomas comuns em pediatria, ocorrendo em mais de 90% das crianças em idade escolar. Existem várias causas de dor de cabeça, de comuns e simples, sendo a maioria, até raras e mais graves.

Dois tipos de dores de cabeça (= cefaléia) se destacam por serem as mais comuns e prevalentes na infância:

1. Cefaléia tensional – esse tipo de dor de cabeça causa sensação de pressão ou aperto, dos dois lados da cabeça e em qualquer lugar do crânio e região suboccipital (parte de trás da cabeça). Em geral, não são intensas o suficiente para impedir a criança de realizar suas atividades habituais, como ir à escola. Pode estar associada a intolerância à luminosidade ou barulhos, mas não é usualmente acompanhada por náuseas ou vômitos.

2. Cefaléia migranosa ou enxaquecosa: enxaquecas geralmente começam como dores moderas e que pioram muito. Podem afetar apenas metade da cabeça ou os dois lados e podem fazer com que a criança se sinta doente, vomitando e com sensibilidade à luz e sons. Podem causar também perda temporária de visão e muitas delas antes da crise veem pontos brilhantes como vagalumes na vista. Quando elas têm uma crise enxaquecosa, tendem a suspender suas atividades diárias, como ir à escola, por causa da dor.

No entanto, existem várias outras causas de dor de cabeça em crianças e devem sempre ser lembradas antes do tratamento, como as listadas à seguir:

  • Infecções respiratorias, como gripe, resfriado, dor de garganta, sinusite podem vir também com dor de cabeça

  • Hipertensão arterial infantil

  • Problemas de vista

  • Em raros casos mais sérios como tumores cerebrais

Mas quando devemos levar a criança com queixa de dor de cabeça ao médico?

  1. Se a cefaléia inicia após um traumatismo craniano

  2. Se a criança é acordada pela dor

  3. Se vem de forma súbita e severa e acompanhada por vômitos, dor no pescoço ou rigidez de nuca, visão dobrada ou diminuída, confusão mental, desequilíbrio para andar e febre maior que 38 graus

Seu filho ou filha deve ser avaliado por um médico também se ele/ela tem dor mais que 1 vez por mês, se tem menos de 3 anos de idade e se tem cefaléia associada com outros problemas de saúde como anemia falciforme, hemofilia, problemas na coagulação do sangue, doenças do coração, distúrbios genéticos e imunlogicos e história de cancer.

Agora, e meu filho/filha não tiver enquadrado nesses sintomas, há algo que possa ser feito?

Se a criança não se encaixa na descrição acima e estiver com dor de cabeça coloque-a em um quarto mais escuro e silencioso, coma compressa fria sobre a testa, encoraje-a à dormir se tiver sono e dê uma medicação para dor, que pode ser Paracetamol, Ibuprofeno ou Dipirona. Jamais dê aspirina, por causa do risco de desenvolver complicações como a Sindrome de Reye, uma encefalopatia toxica-metabólica aguda.

Existem exames que devem ser realizados em uma criança com cefaléia?

Provavelmente não. A maioria das dores cabeça não é causada por problemas sérios.

Seu médico será provavelmente capaz de à partir de uma entrevista com a criança e os pais e do exame físico e neurológico dizer o que está acontecendo de errado com ela. Mas se ele suspeitar de algo mais sério solicitará exames de imagem como a uma Tomografia de crânio ou uma Ressonância Magnética, que nos dão uma visão de partes internas do nosso corpo.

E como essas cefaléias são tratadas?

Existem vários tipos de medicamentos que podem ser utilizados para tratar e prevenir cefaléias. O médico decidirá qual o melhor esquema de medicações, se houver, para seu filho ou filha.

Há algo que possa ser feito pelos pais para evitar ou pelo menos tentar diminuir o surgimento de dores de cabeça na criança?

Sabemos hoje que algumas dores de cabeça podem ser deflagradas por certos alimentos ou coisas que a criança faz ou deixa de fazer. Manter um “diário de dor de cabeça” é importante pelos pais. No diário, escreva todas as vezes que seu filho ou filha teve dor de cabeça, e o que ele ou ela comeu ou fez antes da crise dolorosa; desse modo poderemos identificar fatores que podem ser associados a esse quadro.

Alguns gatilhos são bem descritos e devem ser observados sempre:

  • Saltar refeições (jejum prolongado)

  • Não tomar líquidos suficientes durante o dia (beber pouca água)

  • Tomar muita ou pouca cafeína

  • Dormir muito ou pouco

  • Estresse

  • Algumas comidas como frituras, molhos, condimentos

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